Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador cinema francês. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cinema francês. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

La Désitégration

Assisti ao primeiro filme do My french film festival. Gostei. O roteiro é denso e traz á luz as contradições vivenciadas por estrangeiros árabes na vivência da sua fé e na luta por um espaço em território francês. Esse sentimento de não pertença leva ao fanatismo quando, liderados por um extremista, três jovens resolvem cometer uma ação terrorista. 

Une Bouteille a la Mer

 
Ela? Uma francesa de 17 anos que mora em Jerusalém e vivencia os dramas inerentes à idade e à situação sociopolítica do Estado de Israel. Ele? Um palestino que trabalha entregando roupas e cujo limite físico é a faixa de Gaza onde o medo e a morte desfilam sem trégua. Ela quer entender aquele estado de coisas e ele alimenta o sonho de sair da Palestina e levar seus sonhos além dos limites estreitos da faixa. Uma carta dentro de uma garrafa lançada ao mar os une. Ele supera seus medos, aprende francês e ultrapassa a faixa de Gaza. Ela agora alimenta o desejo de poderem se encontrar em Paris. Destaco a cena que a mãe, aflita porque conflitos explodiram, olha para ele e diz: fale algo em francês. Excelente!!

domingo, 19 de junho de 2011

Festival Varilux de Cinema Francês: Potiche: esposa troféu



Catherine Deneuve e Gérard Depardieu brilham nessa comédia com ares kitsch e rosa-shocking dirigida por François Ozon. A história passa-se na França conservadora e patriarcalista dos anos 70. Suzanne Pujol (Catherine Deneuve) é uma mulher que se enquadra bem no padrão social reservado às mulheres da época: submissa, dedicada aos afazeres do lar e censurada em sua tentativa de expressar pontos de vista. Com o afastamento do marido da empresa, Suzanne assume a direção dos negócios e promove mudanças que vão conduzir a um crescimento ainda não conseguido por Robert Pujol (Fabrice Luchini). Isso dará a Suzanne - representante da condição feminina no final do século XX - uma projeção e reconhecimento que repercutirá em toda sociedade francesa. O que isso provocou à época nem preciso dizer. Durante esse percurso, Suzanne é assessorada por Maurice Babin (Gérard Depardieu) numa relação de cooperação que nega uma visão sexista. Carregado de um humor inteligente e perpassado por uma tomada de posição político-social, Potiche se mostra um filme extremamente atual. Força sempre!

sábado, 18 de junho de 2011

Festival Varilux de Cinema Francês: Lobo


O texto abaixo é do crítico de cinema Ernesto Barros. O autor resume e analisa bem aspectos que fizeram de Lobo um dos filmes mais aplaudidos durante o festival de cinema francês. Força sempre!

Para quem gosta da vertente francesa ligada ao cinema naturalista com uma pegada etnográfica (não dada a radicalismos, certo?), o longa-metragem Lobo, de Nicolas Vanier, não vai decepcionar.

Ao contrário de Microcosmos, Migração alada e Oceanos, Lobo não é um filme documentário. “É uma história de ficção, mas absolutamente tudo é extraído da realidade. Nada foi construído, inventado ou modificado para as filmagens. O que está na tela sobre os évènes – as vestimentas deles e o modo como viajam – é cem por cento verdadeiro. Da mesma forma, o relacionamento com os lobos também é natural”, conta o diretor Vanier, que esteve no Rio de Janeiro, no último fim de semana, na comitiva que veio acompanhar o Festival Varilux.

Aventureiro, explorador e documentarista, o cineasta de 49 anos é apaixonado pelo Ártico desde a adolescência. Há 20 anos, conheceu a tribo nômade da Sibéria Oriental. Antes de começar as filmagens de seu primeiro longa de ficção, ele passou um ano vivendo igual a um membro da tribo. A história do filme, baseada num romance que ele mesmo escreveu, mostra a prova de fogo de um adolescente, Serguei, que pela primeira vez será o guardião do rebanho de renas da tribo.