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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Crônicas de um mochileiro em Lima (Peru)

Expectativa era o que me acompanhava durante a madrugada do dia 03. Cheguei no aeroporto à 1h15 e Júnior já havia chegado e estava com a cara mais inchada que a minha. Despachamos as bagagens e nos dirigimos ao portao de embarque. A viagem foi tranquila e o trecho Sao Paulo - Lima foi realizado numa aeronave pronta para compensar a noite sem dormir. Aproveitei as regalias e ouvi o novo CD da Adriana Calcanhoto e revi Meia-noite em Paris do Wood Allen. Em Lima, temperatura amena e uma vontade enorme de começar a expediçao pela cidade. Encontramos Valeria que nos acompanhou em nosso primeiro passeio pelo centro histórico da cidade.
Fora o trânsito caótico que pertuba a calmaria de uma capital que mais parece um interior com praia, shopping, aeroporto e Mc Donald, Lima se veste de belezas e tipos inusitados que só uma cidade andina e com um passado histórico que tem em seu registro culturas milenares poderia oferecer. Saquei a câmera e comecei a fazer muitas fotos numa atitude recorrente de deslumbramento diante daquela noiva que aos poucos se despia como numa noite de núpcias a fim de ser desvirginada. Os peruanos, a princípio, parecem ariscos e desconfiados, mas quando nos aproximamos deles e ganhamos sua confiança, nao demora a abrir um sorriso largo e metralhar com uma série de perguntas sobre o Brasil. Se você responde com simpatia, pode até receber um elogio como o que ouvi: "seu espanhol é muito bom." Nem é difícil imaginar como inflei nesse momento. (rs)
Com outra bagagem da língua espanhola, agora consigo me comunicar melhor, estabelecer uma comunicaçao razoável e, até o momento, parece que os "micos" ficaram no passado, ou seja, lá em 2012 quando pela primeira estive num país de língua espanhola. Por fim, as expectativas por aqui nao podiam ser melhores e amanha exploro esse novo caminho da América do Sul que carinhosamente é chamado de Lima.