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sábado, 25 de junho de 2011

Fome


Per Oscarsson, autor sueco, fez por merecer o prêmio de melhor ator na edição do Festival de Cannes em 1966. Interpretando o escritor Pontus no filme Fome de Henning Carlsen, Oscarsson dá um show de atuação nas cenas que o mostram em estado de delírio e alucinação devido a fome que assola a pequena e gélida cidade de Christiânia. Essa co-produção (Dinamarca-Noruega-Suécia)que conta com a direção fotográfica de Henning Kristiansen e roteiro adaptado de uma das obras-primas da literatura mundial do século XIX - o romance Fome de Knut Hamsun - coloca em cena uma das consequências do pós-guerra: o desemprego. Pontus é afetado por essa realidade que o faz perambular pelas ruas da pequena cidade, comer papel, roer osso, criar situações imaginárias, penhorar bens. Vale destacar o papel do tempo e da literatura que funcionam a um tempo como fator de desagregação e unificação da personagem. Força sempre!

sábado, 18 de junho de 2011

Festival Varilux de Cinema Francês: Lobo


O texto abaixo é do crítico de cinema Ernesto Barros. O autor resume e analisa bem aspectos que fizeram de Lobo um dos filmes mais aplaudidos durante o festival de cinema francês. Força sempre!

Para quem gosta da vertente francesa ligada ao cinema naturalista com uma pegada etnográfica (não dada a radicalismos, certo?), o longa-metragem Lobo, de Nicolas Vanier, não vai decepcionar.

Ao contrário de Microcosmos, Migração alada e Oceanos, Lobo não é um filme documentário. “É uma história de ficção, mas absolutamente tudo é extraído da realidade. Nada foi construído, inventado ou modificado para as filmagens. O que está na tela sobre os évènes – as vestimentas deles e o modo como viajam – é cem por cento verdadeiro. Da mesma forma, o relacionamento com os lobos também é natural”, conta o diretor Vanier, que esteve no Rio de Janeiro, no último fim de semana, na comitiva que veio acompanhar o Festival Varilux.

Aventureiro, explorador e documentarista, o cineasta de 49 anos é apaixonado pelo Ártico desde a adolescência. Há 20 anos, conheceu a tribo nômade da Sibéria Oriental. Antes de começar as filmagens de seu primeiro longa de ficção, ele passou um ano vivendo igual a um membro da tribo. A história do filme, baseada num romance que ele mesmo escreveu, mostra a prova de fogo de um adolescente, Serguei, que pela primeira vez será o guardião do rebanho de renas da tribo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O idiota


O idiota de Akira Kurosawa, baseado em obra homônima de Dostoievski, conta a história de um homem genuinamente bom que entra em decadência ao envolver-se com duas mulheres. Construído com atuações brilhantes, fotografia e trilha sonora primorosas, O idiota prende a atenção do espectador por 166min e o faz refletir acerca de como somos construídos pelas circunstâncias e eventos nos quais nos engajamos diariamente. Força sempre.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Paisagem na neblina: um filme de Theo Angelopoulos



O filme do diretor grego Theodoros Angelopoulos é um deleite para os olhos e ouvidos, luz para a mente e um delírio para a alma. Acompanhar a trajetória de Voula e Alexandro na tentativa de encontrar o pai em terras alemãs, é percorrer caminhos feitos de desamparo, desassossego, penúria, violência e esperança. É um filme para a alma. Vale destacar a trilha sonora que acentua o drama vivido pelas personagens. Além disso, o cenário humano é construído a partir de figuras seminais, como o motoqueiro, o violinista e o pipoqueiro. Vale a pena assistir esse road movie muitas vezes. Força sempre.