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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Nota sobre Appetite for Destruction - Guns n´Roses

Guns n´Roses - Appetite for destruction foi o disco de estreia mais vendido de todos os tempos. Levou o disco de platina 18 vezes e virou o carro-chefe da banda. No repertório, nenhuma música leve aparece. Sob influência do Hard Rock que dominava a cena estadunidense à época, o álbum traz um som pesado que contrasta com letras doces e que, em sua maioria, falam de solidão, desespero diante da contradições da vida e da busca por um amor que ilumine os desconcertos da condição humana. É o que atesta trecho de You´re crazy: I been lookin´ for a trace/Lookin´ for a heart/Lookin´ for a lover in a world that´s much too dark.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Túnel do tempo: Kid Abelha e Biquini Cavadão


Escrever sobre Kid Abelha e Biquini Cavadão é fazer um caminho de volta ao passado. E volto precisamente a um momento da minha vida em que fui especialmente feliz. Justamente àquele momento em que tudo é mais intenso. Esse momento tem nome e chama-se adolescência. Foi precisamente desse ponto na linha do tempo que fiz contato com um som que me punha a pensar e vivenciar emoções: o pop rock brasileiro. Na segunda semana de setembro (06), pude abrir um espaço na linha do tempo para reviver momentos nunca esquecidos. Estive no show de Kid Abelha e Biquini Cavadão no Chevrollet Hall em Recife e experimentei as mesmas sensações da época em que os ouvi pela primeira vez. Parecia uma espécie de retorno via hipnose à vida inconsciente.
Kid Abelha começa a escrever sua trajetória em 1982 com o disco Distração e em 1985 apresentou-se no primeiro Rock in Rio. Eu diria que já começou decolando e assumindo topos. Mais tarde, consolidou-se no cenário do pop rock nacional com sucessos como Alice, Grand´Hotel e Eu Tive um Sonho. Muitas dessas canções serviram de trilha sonora para histórias de amor vividas por um adolescente que mal sabia amar, apenas sentir.
Minha experiência com a banda que apareceu no cenário musical dos anos 80, Biquini Cavadão, foi menos intensa que aquela que tive com Kid Abelha. Mesmo assim, recordei sucessos que arrancaram faíscas das guitarras mal comportadas e letras subversivas que punham em evidência o descontentamento e conflitos de uma geração. Só para relembrar, cito alguns desses hits que verteram alegrias, lágrimas e protestos: Zé Ninguém, Chove Chuva e Carta aos Missionários. Sem dúvida, um grande show que funcionou como uma máquina do tempo e me fez reviver momentos quase sagrados porque vividos com paixão. Força sempre.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

8ª MIMO - 2011


A 8ª Mimo - Mostra Internacional de Música de Olinda acontecerá nas igrejas históricas de Olinda e abrigará grandes nomes da música nacional e internacional. É um festival belíssimo que verte música pelas ladeiras de Olinda e arranca suspiros de encantamento e emoção. O texto abaixo foi extraído do site do evento. Eu estarei lá. Força sempre!



Um encontro de pessoas e ideias interessantes, um panorama de estilos musicais que tem a cara do mundo, dentro de cenários imponentes, são as marcas da Mostra Internacional de Música em Olinda (MIMO). O festival, que promove concertos gratuitos, exibição de filmes e uma vasta programação de cursos intensivos, chega à oitava edição em 2011, entre os dias 5 e 11 de setembro, nas cidades de Olinda, Recife e João Pessoa.

Com um cardápio de atrações que privilegia a música instrumental, da erudita à eletrônica, a MIMO traz nomes que brilham nas principais salas de concerto e palcos do mundo e também abre espaço para os jovens talentos. No elenco deste ano, estão Gotan Project (França/Argentina), Egberto Gismonti, Philip Glass & Tim Fain (EUA), Arrigo Barnabé, Daniel Gortler (Israel), Guinga & Orquestra Sinfônica do Recife, Ballaké Sissoko & Vincent Segal (Mali/França), Azymuth, Orquestra de Câmara de Toulouse (França), André Mehmari & Hamilton de Holanda, Alex Tassel e Arthur Verocai, entre outros.

Além dos concertos, o público tem a chance de conferir as novidades da produção cinematográfica, em que a música é o fio condutor, através do Festival MIMO de Cinema. Com plateia cativa, exibirá curtas, médias e longa-metragens nos telões montados nos pátios da Igreja da Sé e do Seminário de Olinda.

A Etapa Educativa é outro destaque da MIMO. Oferece aos estudantes e jovens músicos a oportunidade de participar de encontros, máster classes, workshops, oficinas de formação de orquestra e curso de regência, sob a batuta de experientes mestres da música brasileira e internacional.

Os números indicam o êxito do evento, que integra o Calendário Oficial de Pernambuco: com público estimado em 100 mil pessoas para 2011, a MIMO já recebeu, desde 2004, 270 mil espectadores, realizou 131 concertos, exibiu 55 filmes, teve a participação de 1.850 músicos, beneficiou 12 mil alunos na Etapa Educativa, gerando centenas de empregos diretos ou indiretos.

O festival é uma realização da Lume Arte Projetos Culturais, empresa carioca que há mais de 20 anos atua em grandes iniciativas na área cultural.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Arte, cultura, música: Festival de Inverno de Garanhuns


O Festival de Inverno de Garanhuns contou com uma excelente programação no primeiro fim-de-semana. Dedicado a Lula Côrtes, a abertura do FIG fez o público reviver antigos sucessos do homenageado e recordar um show com músicas produzidas na década de 70: Vivo de Alceu Valença. A abertura cheia de fôlego adentrou a madrugada e deixou para trás as aberturas de anos anteriores que se estendiam apenas até a meia-noite. Leia comentário sobre o disco Vivo de Alceu no blog: http://vitrolagozada.blogspot.com/2007/10/alceu-valena-vivo-1976.html
A segunda noite do FIG chegou recheada de pop rock e colocou no palco bandas como Pato Fu, Nando Reis e Os Infernais e Frejat. Desconheço o repertório do Pato Fu, mas aprecio a voz de Fernanda Takai. Durante a apresentação, a banda arrancou gritos e mãos que não paravam de acenar; além disso, a vocalista deu um show a parte de delicadeza e simpatia. Em seguida, Nando Reis e Os Infernais levaram a praça ao delírio cantando sucessos que eram acompanhados com euforia. Quando o show terminou, cheguei imediatamente a conclusão de que foi um show ímpar, sem precedentes e insuperável pelos que vieram depois dele. Frejat optou por um estilo mais formal e grativou por sucessos que passaram por Barão Vermelho, Cazuza e Frejat (solo).
Na terceira noite, tivemos Gal Costa e Bebel Gilberto. Enquanto Gal Costa optou por músicas mais conhecidas da sua carreira, Bebel Gilberto (talvez por não ser tão popular quanto Gal) quase não foi acompanhada pelo público que insistiu em permanecer na praça apesar da chuva constante.
Na volta para casa, reencontro um amigo que não via há anos (nem lembro quanto tempo faz)e que hoje está morando em Paris. Andamos pelas ruas molhadas da cidade, entre neblina espessa e frio de 10º e conversamos sobre nossas vidas, cinema e a Cidade Luz. É isso.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Luiz Gonzaga Canta o Sertão Nordestino



A emoção correu solta pelo auditório da Escola Técnica Estadual Agamemnon Magalhães na tarde de ontem. A razão foi a apresentação do musical Luiz Gonzaga Canta o Sertão Nordestino organizado pelos alunos do primeiro ano dos cursos de Design e Manutenção e Suporte em Informática. Através de texto e performances emocionadas, o grupo falou da esperança nunca ausente do coração do sertanejo e das dores e desilusões que enfrenta quando encara o chão rachado, a seca que se prolonga, as necessidades não saciadas e as promessas não cumpridas de políticos descomprometidos. A peça viajou por esses caminhos feitos de olhos que se voltam para o céu em busca de ajuda e proteção divina e pés que pisam o chão da mais dura realidade. Diante disso, só resta um desejo: deixar o sertão e buscar em terras estranhas a dignidade que não sobrevive em meio a tanta solidão e penúria. Embora tenha os pés fincados nessa terra que já não dá frutos nem flores, o sertanejo quer salvar ao menos a alma se já não pode salvar o corpo minguado que definha entre os gravetos ressequidos da caatinga.
Acredito que essa foi a melhor aula de português, pois possibilitou a reflexão séria e emocionada acerca de problemas sociais que se estendem ano após ano e não encontram solução porque ainda não foram encarados por um espírito decidido a resolvê-los. Os alunos encarnaram essa figura forte e arquetípica que é o sertanejo e deixaram uma mensagem importantíssima e atual: a esperança não fenece, mesmo quando mente e corpo desconhecem sua presença que parece mais uma ausência que não se desfaz.
A peça foi acompanhada pela música do coral da escola que recebeu do aluno Thiago Pedrosa uma regência magistral. Além disso, tivemos a participação do grupo de dança dirigido por Maria Lara, Maria Alice e Núbia Rafaela. Alinhados e conservando um sincronismo que os colocou numa sintonia que beirava a perfeição, os alunos da ETEPAM mostraram que o teatro, a música e a dança são instrumentos indispensáveis de reflexão, encantamento e representação emocionada da realidade. Ao fim do espetáculo, só nos restaram as lágrimas. Força sempre!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Bob Dylan: 70 anos


Não faz muito tempo que conheço a música de Bob Dylan. Já tinha ouvido falar do cantor, mas ainda não tinha entrado em contato com suas músicas. Se o fiz, não tinha consciência de quem escutava. Foi com o filme dirigido pelo Martin Scorsese, No direction home, que pude ter uma ideia da dimensão do seu trabalho. Não nego: os trechos de músicas que aparecem durante o filme fizeram com que amasse o projeto musical de Dylan. Adepto do movimento conhecido como contracultura ou beat, que teve em On the road de Jack Kerouac um dos seus pilares de sustentação, Bob Dylan inovou na composição e no conteúdo. Inicialmente, encantou fãs com o melódico folk acústico que mais tarde ganharia uma nova roupagem a partir da substituição do violão pela guitarra. Nessa segunda fase do cantor, temos o folk-rock que aparecerá no disco Bringing it all back home de 1965. A poesia de Dylan influenciou muitos artistas brasileiros. Algumas músicas ganharam uma versão em português do cantor Zé Ramalho. Ele lançou, em 2008, um disco só com músicas de Dylan traduzidas para o português. Longe dos rótulos que mais obscurecem sua obra do que permitem entendê-la naquilo que tem de essencial, Bob Dylan completa 70 anos reconhecido como maior poeta da música pop.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O ícone Ney Matogrosso


Falar de música popular brasileira e não falar em Ney Matogrosso é deixar uma lacuna na esteira da arte produzida neste país. Ney representa as diversas facetas sob as quais a arte se dar a conhecer. Em se tratando de música, o artista é versátil: canta, dança, interpreta. Nesta entrevista (http://www.youtube.com/watch?v=xhcRHzSIAdY&feature=related) concedida à TV Cultura no programa Roda Viva, Ney Matogrosso escancara visões de mundo que nunca foram expostas no palco. Essa é apenas a primeira parte. Força sempre.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Lendo e compartilhando a bossa brasileira


Esse blog representa um presente de significativa grandeza àqueles que amam a música popular brasileira. Dono de uma coleção de 2 mil LPs, Thiago de Melo restaura imagens e discos que garimpa e disponibiliza no blog para download. De nomes que foram expoentes da música popular brasileira a nomes que permaneceram num quase anonimato - mas cuja qualidade musical é incontestável -, Thiago disponibiliza um acervo musical sem precedentes no universo virtual.
O blog de Thiago e seu trabalho apareceram na seção Primeira Fila da revista BRAVO de janeiro/2011.
Lá vai o endereço: www.bossa-brasileira.blogspot.com
Aproveitem!!!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Coleção: Chico Buarque



Chico Buarque é um ícone da música popular brasileira. Isso é incontestável. E o que declaro seria um lugar comum, um clichê, não fosse a surpreendente força do trabalho desse artista que nos faz repetir em coro a citada declaração sem que nos sintamos cansados ou prolixos. Essa força vem da beleza e da versatilidade do seu trabalho que incide sobre campos variados. Compositor, intérprete, músico, escritor: essas são algumas das suas ocupações. Mas sabemos que não fica por aí. Chico tem vida e talentos tão diversos quanto sua obra.
Para aqueles que são fãs incondicionais e aguardavam o relançamento das pérolas musicais com as quais presenteou os ouvidos dos brasileiros e brasileiras durante décadas, a Editora Abril - sob orientação do próprio Chico - selecionou os vinte melhores CDs da carreira do artista que poderão ser encontrados toda semana nas livrarias e bancas de revista. Até o momento foram lançados dois: Chico Buarque de 1978 e Construção de 1971. O preço de lançamento foi R$ 7,90, mas a partir do segundo esse valor aumentou para 14,90.
A caixinha do CD feita em capa dura e com imagem reproduzida do trabalho original em vinil traz um encarte com fotos (raras), boxes e texto que contextualiza as condições históricas, sociais e pessoais de produção das músicas. Além disso, o fã poderá contar com uma pequena biografia e letras das músicas.
Comprei os dois primeiros e aguardo o próximo que chegará amanhã. É uma coleção imperdível!