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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Crônicas de um viajante em Buenos Aires

Segundo dia em Buenos Aires. Após uma noite quase passada com olhos arregalados, acordei às 8h30 e fiquei logo pronto para desbravar uma das cidades mais elegantes da América do Sul. Após o café da manha, segui em direçao à Av. 9 de Julio. Durante o percurso, tropecei em belíssimas construçoes e, sobressaltado pelo tropeço, parei e comecei a fotografar as linhas e desenhos de uma arquitetura bastante peculiar. Em toda Buenos Aires, encontramos prédios que conservam uma arquitetura rústica e tradicional convivendo com construçoes pra lá de modernas. A passos largos pela cidade e olhar atento, a câmera nao parava de trabalhar. No centro da cidade, a atençao repousou sobre a Basílica Nuestra Señora del Rosario (Ordem de Predicadores - Convento de Santo Antonio). No pátio em frente à igreja, reina imponente o Monumento El ejercito de la nacion creador de su glorioso bandera (acho que o nome é esse, se não for - que alegria! encontrei o til rs - acabo de batizá-lo com esse nome). Segui sem direção (ainda vou comprar uma bússola para parar com isso) e, entrando e saindo por ruas que conservam um traçado secular, cheguei ao Ministério da Defesa, Museo del Bicentencenario e, totalmente por acaso, dei de cara com a famosa Plaza de Mayo e a Casa Rosada. Entre tantos turistas que fotografavam a praça, brasileiros se esbarravam o tempo todo. Cheguei a pensar que não tinha saído do Brasil. Após muitas fotos na Plaza, que é palco de protestos contantes, bateu "aquela fome" e resolvi fazer um intervalo nas fotografias para almoçar. Até esse instante sagrado do almoço, meu espanhol já havia melhorado e muito e o peso argentino voava da carteira como folhas ao vento. Tudo aqui é muito caro e, só para dar um exemplo, mas sem a intenção de espantar quem deseja conhecer a cidade, comprei água por $8. Ainda bem que nosso Real é valorizado aqui. Finalmente cheguei à Av. 9 de Julio (meu espanhol tá bombando!!!!) e fiquei espantado diante das dimensões da avenida, da imponência do obelisco e da modernidade dos anúncios que fazem desfilar letreiros e imagens que parecem cascatas tecnológicas. Andei toda a 9 de Julio atento aos cafés que ocupam as calçadas, a limpeza que impressiona, o andar elegante dos argentinos, os prédios imponentes, as praças bem cuidadas e o verde que ocupa muitos lugares. Foi encantado com tudo isso que cheguei a um dos mais famosos bairros de Buenos Aires, Recoleta. Muito do que já descrevi, repete-se nesse bairro nobre, elegante e singular de Buenos Aires. Acrescentaria apenas a política de construção dos prédios que os deixa na mesma altura e a quantidade de plantas que os moradores exibem em suas varandas. Impressionante e ecologicamente necessário. Por falar em ecologia, os argentinos são frequentes no uso de bicicletas que são distribuídas numa cidade que tem ciclovias e sinalização em várias áreas. Parabéns, Buenos Aires!!! Em Recoleta, visitei parques, o Centro Cultural, a Igreja Nuestra Señora del Pilar e o cemitério (nunca fiz tanta foto num lugar que detesto tanto). Ainda não satisfeito, rumei a Palermo, outro bairro bastante badalado de Buenos Aires. Como cheguei no fim da tarde, muitos dos lugares que intencionava conhecer, já haviam fechado. Mas, não me dando por vencido, planejei uma volta na quinta-feira pela manhã (último dia em Buenos Aires...snif...)para explorar melhor o bairro. Bem, já era hora de voltar para casa e peguei o metrô que, diga-se de passagem, é bem rápido. Nesse momento de pegar o metrô, descobri que recebi uma moeda de $2 e acho que levei uma bronca da funcionária (não posso dizer com precisão que se tratava de uma bronca porque meu espanhol ainda não permite). Durante essa volta ao hostel, ainda conheci o prédio da Corte Suprema, o Teatro Cólon e a Escuela Presidente Roca. Só pra finalizar, quero dizer que o povo argentino não é ríspido nem ranzinza. Talvez a maneira de falar, gesticular e, numa possibilidade mais remota, a sonoridade da língua, deixe essa impressão. Em todos o momentos que necessitei de uma informação, fui recebido com um caloroso Hola! ou Buenos dias! Faço uma exceção apenas no segurança do Jardim Botânico que gritou porque eu estava prestes a invadir o parque após o horário de funcionamento. rs Ainda ressoam suas palavras: "Você não leu a placa?" Em vez de tomar como uma deselegância, vi no gesto uma tentativa - não só do segurança, mas na pessoa dele, dos argentinos - em organizar a vida urbana. É isso. Vou dormir porque amanhã tenho Puerto Madero e San Telmo para deixar meus passos de mochileiro.

2 comentários:

Laurita Pereira disse...

mais imagens serão bem-vindas :-D

.marcotico disse...

Em Mendoza eu percebi que era o jeito deles mesmo, mas em Buenos Aires eu achei as pessoas muito estúpidas, não fui bem recebido em algumas lojas (sim, fiz roteirinho de compras) em compensação fui super bem atendido em outras. Eles são impacientes e tornam-se grosseiros, mas isso acontece em SP, Recife, Curitiba... a questão é que estamos acostumados com isso por aqui :). Tou adorando ler esse seu diário de bordo, me fez lembrar as maravilhas da Argentina. Da próxima vez, emende para Colónia del Sacramento e Montevideo, em dois dias você conhece essas duas cidades LINDAS!